Publicado por: antoniofelipesilva | 4 agosto, 2009

Uma mídia que gera pânico

Um interessante documentário sobre o assunto da ultima moda na mídia, a gripe H1N1. Trata-se de um documentário parcial (e não vejo nisso um defeito) que defende uma tese muito interessante a respeito da indústria farmacêutica e o contexto de pânico injetado em nossa sociedade. Ele tem a qualidade de fazer um mapa cronológico e territorial da evolução da gripe aviária para a suína. E fala tbm sobre algumas “”"verdades”"” sobre o tamiflu… É até irônico imaginar o porque foi no México o primeiro foco da gripe.

Publicado por: antoniofelipesilva | 9 abril, 2009

Vivienne, nosso paradigma de relação

VivienneQuem não se lembra dos Tamagochis, os bichinhos virtuais que estavam nas mãos de todas as crianças no fim da década passada? Cãezinhos, gatinhos, dinossauros virtuais de estimação. Esses programas que simulavam bichinhos atingiram um nível de consumo tão alto que era muito fácil de encontrá-los nas barraquinhas de camelos em qualquer esquina. Tratava-se de uma solução para quem não tinha espaço, paciência, coragem, responsabilidade para cuidar de um animal de estimação real. Um tamagochi simula fome, sono, dor e afeto ao teclar de alguns botões sem que para isso faça sugeira, barulho, solte pêlos e produza incômodos reais.

As crianças que outrora brincavam com os tamagochis agora cresceram. Em março de 2005, a empresa de software Artificial Life lançou Vivienne, uma namorada virtual. A razão e até a demanda para um produto destes é similar ao Tamagochi. A empresa defende até mesmo a idéia de que Vivienne sirva como um ‘simulador de vôos’ para aqueles que tem dificuldade de se relacionar com o sexo oposto. Vivienne adora receber flores, ser levada ao cinema e coisas deste gênero e responde com beijinhos. Uma versão mais atualizada de Vivienne adimite até sugestões eróticas.

Embora a Artificial Life enfatize que Vivienne não substitui uma namorada de carne e osso, os elementos que permitem a colocação de uma tecnologia destas e que responde a uma demanda de mercado pode nos orientar a pensar um novo passo lógico na relação entre seres humanos. A questão é que o pior não está para acontecer, pois ele já aconteceu. Não é verdade que nossas relações de amizade e muitas formas do nosso relacionamento corresponde a uma mediação tecnológica? Talks, messengers, scraps, sms, muita das nossas relações intersubjetivas estão mediadas por um ecran, um monitor, colocando em xeque aquilo que se pensa como uma relação intersubjetiva propriamente dita. Hoje é muito comum ouvirmos o termo ‘namoro virtual’ que dado pela distância dos parceiros tem sua manifestação mediada por uma tela. A pergunta seria, em termos lógicos, qual a diferença entre um ‘namoro’ com Vivienne e um namoro virtual? Seria justo afirmar que é menos concreta uma relação virtual do que outra, também virtual? Na prática a diferença é mínima, pois a lógica do jogo na relação é a mesma.

A própria possibilidade de existência de Vivienne prova sua eficácia. Embora se trate de uma inteligência artificial e ninguém duvide disto, há algo de mágico, parecido com a crença de que há um anãozinho dentro daquelas máquinas de café expresso que opera após receber uma moeda. Sua eficácia está em representar e simular uma relação amorosa mediada por uma tela, que em nada difere de uma relação entre pessoas reais mediada pela mesma tela. Isso é assutador, porque não é a relação com Vivienne que se repete para com as relações reais, mas, o contrário, são as relações reais que se repetem, que acontecem e são recorrentes para com a relação com Vivienne. Vivienne é um paradigma própriamente dito de relação ‘intersubjetiva’ do nosso mundo hoje, com todas as áspas necessárias.

Publicado por: antoniofelipesilva | 6 abril, 2009

Captando um instante.

Uma série de imagens colhidas pelo fotógrafo Alan Sailer retrata o exato momento em que um projétil acerta objetos como um vaso cheio de tinta vermelha, frutas suculentas e bolas da água, revelando uma explosão de formas e cores.

O artista fez pequenos ajustes no flash e no obturador de sua câmera fotográfica Nikon D40 para capturar o efeito provocado pelos tiros disparados por ele a partir de um rifle de ar comprimido.

Sailer explica que diminuiu o tempo de exposição do flash de um milésimo de segundo para um milionésimo para que fosse possível capturar a imagem em câmera lenta.

“A preparação é muito estressante”, diz ele. “Leva muito tempo para posicionar o objeto e programar a câmera. Um segundo depois acabou. Se você tem a foto, maravilhoso. Do contrário, o que resta é a bagunça para limpar”.

As fotos incluem a explosão de cores provocada por um paintball e o momento em que o projétil calibre 177 perfura um enfeite de Natal cheio de balas. Em uma outra imagem, a munição atravessa um morango, revelando seus sucos, mas preservando o centro da fruta.

Fonte: BBC Brasil

Publicado por: antoniofelipesilva | 1 março, 2009

O pensamento como descaminho de si.

Michel Foucault (1926 — 1984)

Michel Foucault (1926 — 1984)

De que valeria a obstinação do saber se ele assegurasse apenas a aquisição dos conhecimentos e não, de certa maneira, e tanto quanto possível, o descaminho daquele que conhece? Existem momentos na vida onde a questão se se pode pensar diferentemente do que se pensa , e perceber diferentemente do que vê, é indispensável para continuar a olhar e a refletir. Talvez me digam que estes jogos consigo mesmo têm que permanecer nos bastidores; e que no máximo eles fazem parte desses trabalhos de preparação que desaparecem por si sós a partir do momento que produzem seus efeitos. Mas o que é o filosofar hoje em dia – quero dizer, a atividade filosófica – senão o trabalho crítico do pensamento sobre o próprio pensamento? Se não consistir em tentar saber de que maneira e até onde seria possível pensar diferentemente em vez de legitimar o que já se sabe? Existe sempre algo de irrisório no discurso filosófico quando ele quer , do exterior, fazer a lei para os outros, dizer-lhes onde está a sua verdade e de que maneira encontrá-la, ou quando pretende se mostra-se por positividade ingênua; mas é seu direito explorar o que pode ser mudado, no seu próprio pensamento, através do exercício de um saber que lhe é estranho. O ‘ensaio’ – que é necessário entender como experiência modificadora de si no jogo da verdade, e não como apropriação simplificadora de outrem para fins de comunicação – é o corpo vivo da filosofia, se, pelo menos, ela for ainda hoje o que era outrora, ou seja, uma ‘ascese’, um exercício de si, no pensamento.

Michel Foucault – História da Suxualidade II – O uso dos prazeres. p 13. Ed. Graal.

Publicado por: antoniofelipesilva | 26 fevereiro, 2009

Espinosa, a inspiração deleuzeana.

Espinosa é o Cristo dos filósofos, e os maiores filósofos não são mais do que apóstolos, que se afastam ou se aproximam deste mistério. Espinosa o torna-se-filósofo infinito. Ele mostrou, erigiu, pensou o “melhor” plano de imanência, isto é, o mais puro, aquele que não se dá ao transcedente, nem propicia o transcedente, aquele que inspira menos ilusões, maus sentimentos e percepções errôneas…

Gilles Deleuze – O que é a Filosofia? Ed. 34. São Paulo. 2007.

Publicado por: antoniofelipesilva | 16 janeiro, 2009

Deleuze: Apontamentos sobre o estado de Israel

Gilles Deleuze (1925 - 1995)

Gilles Deleuze (1925 - 1995)

Publicado originalmente no Le Monde (7/4/1978 ) e, depois, em Deux régimes de fous: Textes et entretiens, 1975-1995 (Minuit, 2003), o filósofo francês Gilles Deleuze, numa espécie de profecia, discorre sobre pontos fundamentais do pensamento político ao refletir sobre o fenômeno da criação do estado de Israel na Palestina. Passados 30 anos, o texto é uma prova de verdade daquilo que Foucault um dia teria dito: ‘o nosso século será, um dia, deleuziano’.

O artigo em português encontra-se neste link.

Publicado por: antoniofelipesilva | 15 janeiro, 2009

Uma solução para a guerra em Gaza por Naomi Klein

Naomi Klein

Naomi Klein

Boicote! Em artigo publicado  originalmente no The Guardian e traduzido para o público brasileiro pela Agência Carta Maior, Naomi Klein sustenta que um boicote ao estado de Israel é uma solução política eficaz para a paz na Palestina.

Leia o artigo na integra.

Chegou o momento. Há muito que chegou. A melhor estratégia para pôr fim à cada vez mais sangrenta ocupação é converter Israel em objetivo do tipo de movimento mundial que ajudou a pôr fim ao regime do apartheid na África do Sul.

Naomi Klein.

Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos

Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos

Em tempos de guerra, como sempre, a arma mais perigosa e perversa não é aquela que machuca, fere e mata, mas sim, a arma ideológica, de formação de opinião e constituição de identidades. O mundo todo está sendo bombardeado pela mídia com as manchetes e imagens mais perversas que acendem o ânimo e o ódio contra o povo palestino.

Terça passada, durante a assinatura de um documento elaborado pela Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos que defende a “retirada completa das tropas de Israel, a reabertura dos pontos de acesso para a entrada da ajuda humanitária e a pronta retomada do diálogo pacífico”, a professora de filosofia Marilena Chaui discorreu sobre a questão do fator teológico que delineia o caráter político tanto do estado judeu de Israel como a política árabe. De acordo com Chaui os interesses econômicos, sociais e políticos aparecem travestidos por uma roupagem teológica de predestinação e eleição divina.

[Artigo de Chaui sobre a questão do Teológico-político na conjuntura contemporânea]

Publicado por: antoniofelipesilva | 12 janeiro, 2009

Stand by me

Playing For Change: Song Around the World

Publicado por: antoniofelipesilva | 3 janeiro, 2009

blip.fm

Interface do blip.fm

Na onda do orkut, facebook, my space e livemocha, o blip.fm é uma rede de relacionamentos onde o que está em evidência é a música que os usuários trocam entre si. Trata-se de uma oportunidade de conhecer artistas e tendências musicais novas que aparecem por toda parte do mundo. O principio é de uma rádio on line, mas todos os usuários escolhem a progrmação dentro de um canal próprio. Daí é só você escolher a “frequência” que gostaria de ouvir… É demais!

URL: blip.fm

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